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Terceira vistoria do TED (SFB) na Resex Verde para Sempre constata uso adequado de recursos para manejo florestal comunitário

No mês de junho, as instituições que apoiam e assessoram o manejo florestal comunitário na Reserva Extrativista (Resex) Verde para Sempre realizaram vistoria em duas Unidades de Produção Anual (UPA) referentes à safra 2017 das comunidades Itapéua e Inumbi. A atividade constatou in loco o uso dos recursos destinados pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) via Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado em parceria com a Universidade Federal do Pará – Campus Altamira (UFPA).

O secretário executivo do Instituto Floresta Tropical (IFT), Iran Pires, participou da ação, que contou, ainda, com a presença de Rubens Mendonça (SFB), Marlon Menezes (UFPA) e Jones Santos, da Cooperativa Mista Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Rio Arimum (Coomnspra), Evandro de Almeida Pinheiro, da Associação Comunitária de Itapéua, e Delcio Santos, da Associação Comunitária do Inumbi. Iran conta que esta foi a terceira vistoria realizada na Reserva. “Desta vez, visitamos as infraestruturas dos projetos de manejo do Inumbi e Itapéua, entre elas: pátios de estocagem, estradas principais, parcela permanente, ramais principais e alguns secundários, assim como avaliamos tocos de exploração e árvores remanescentes”, detalha o engenheiro florestal.

De acordo com Iran, a vistoria teve início na comunidade Itapeua e finalizou na comunidade Inumbi, onde visitaram inicialmente os pátios de estocagem. “Nos pátios foram avaliadas a qualidade das toras, que ficaram armazenadas durante o período do inverno, mantendo suas características estruturais. As toras possuem bom aspecto visual e de qualidade para comercialização. Toras pertencentes a diferentes espécies pouco sofreram ataques de insetos ou degradação durante o período de estocagem entre fevereiro e junho desse ano”, avalia Iran.

Ainda na mesma área, foram analisadas as características da abertura dos ramais, que apresentaram boa estrutura quanto aos aspectos de abertura e características do piso florestal. Sobre os ramais, Iran afirma que possuem configuração aceitável e estar dentro dos padrões de largura e impacto ao solo previsto em manejo florestal e exploração de impacto reduzido. “Talvez, isso se deva a baixa quantidade de árvores arrastadas e, principalmente, pelo diâmetro das toras; que em geral são finas ou medianas”, comenta. Os tocos apresentaram bons vestígios da aplicação de técnicas de corte, como batentes, filetes de segurança, caminhos de fuga e corte direcional. Na mesma região dos pátios, foram avaliados os tocos quanto ás questões relacionadas ao aproveitamento de madeira, desperdícios e tamanhos de clareiras na região de influência dos tocos. Em ambas áreas das comunidades, esses aspectos foram atendidos.

No Inumbi, a equipe da vistoria visitou a instalação de uma parcela permanente, que passados o período de exploração e chuvas, ainda contam com as placas de identificação e a marcação do ponto de medição bastante visíveis. “A parcela foi instalada antes do corte e sua medição será feita novamente em até um ano após a exploração”, conta Iran.

Ainda de acordo com os vistoriadores, a estrada principal continua em perfeito estado de uso no Inumbi, mas necessitará de manutenção no caso de Itapéua, pois foi utilizada para transportar 70% das toras até final de fevereiro, o que gerou danos em alguns trechos da estrada. “Os ramais principais e secundários estão de acordo com bons padrões, tocos baixos com placas de identificação ainda existentes e toras no pátio em bom estado de conservação. Nas áreas que margeiam os ramais foi feita uma avaliação da presença de árvores remanescentes, em busca de identificar possíveis cortes ou presença de plaqueamento. O que foi constatado é que as árvores remanescentes continuam de pé e com placas de identificação visíveis.

Avaliação

Segundo Iran, salvo questões relacionadas ao acúmulo de água na estrada principal, em virtude da compactação e aprofundamento do trecho em frente aos pátios, os sítios das UTs avaliados apresentam boas características estruturais e danos compatíveis a intensidade de corte aplicada. “O que denota uma atividade florestal dentro dos padrões exigidos. Espera-se que as estradas passem por um processo de consolidação e já a partir da terceira UPA tenham sua estrutura preservada mesmo após às atividades exploratórias” finaliza.

Parceria

As atividades na Verde para Sempre contam com apoio de diversas instituições, que empregam esforços financeiros, humanos e técnicos para contribuir com o desenvolvimento sustentável do território, entre elas ressaltamos: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Serviço Florestal Americano (USFS/Usaid, da sigla em inglês)), Agencia Norte Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Climate and Land Use Alliance (CLUA), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Comitê de Desenvolvimento Sustentável de Porto de Moz (CDS), Universidade Federal do Pará, Associações comunitárias e Cooperativa Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Rio Acaraí (COOMNSPRA).

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