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Histórico

O Instituto

O IFT é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) da Amazônia brasileira com foco em questões florestais. A entidade presta contas ao Ministério Público Federal e recebe avaliação externa em relação à transparência institucional. Para isto, adotou práticas eficazes de controle dos recursos financeiros, alcançando alto nível de transparência. É apoiado por diversos doadores que recebem e aprovam projetos com foco na missão de promover boas práticas de manejo florestal na Amazônia.

A instituição proporciona a experiência que convencionou-se chamar de “mão-na-massa” – prática in loco e teoria para aplicação real das técnicas – para agentes do governo, trabalhadores da indústria madeireira, comunidades, pequenos produtores rurais, estudantes de escolas técnicas e universidades, e tomadores de decisão de diversas esferas.

Para o IFT, o uso múltiplo da floresta é uma importante fonte para gerar benefícios sociais e desenvolvimento de populações rurais do interior da Amazônia. Por isso, luta para garantir que o manejo florestal executado seja realizado seguindo as melhores práticas e técnicas existentes, de forma a efetivamente conservar os recursos explorados a longo prazo. No último biênio, o IFT intensificou a atuação em comunidades do interior da Amazônia, ajudando produtores a fazerem as melhores escolhas quanto ao uso de seus recursos florestais.

Muito do que os técnicos e engenheiros do IFT transmitem durante os treinamentos e sensibilizações é resultado de testes, experimentos e observações de campo realizados ao longo dos 20 anos de experiência acumulados pela instituição. É do IFT o maior e mais duradouro programa de aprimoramento de manejo florestal nos trópicos, sendo a única organização independente da Amazônia que executa um programa de pesquisa aplicada em manejo florestal.

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Toda esta expertise técnica gera demanda por parte de entidades governamentais, comunidades, empresas e outras organizações que contratam o IFT para estudos técnicos florestais. O IFT participa, também, de fóruns especializados para a discussão dos desafios na área florestal – uma forma de ampliar o alcance das lições aprendidas.

Para a formatação e condução de seu programa de capacitação e treinamento, a instituição conta com uma estrutura que inclui um Centro de Manejo Florestal em Paragominas, em parceria com a empresa Cikel Brasil Verde, que dispõe de cinco mil hectares de florestas manejadas para demonstrações e treinamentos. Graças a outras parcerias, o Centro de Manejo Roberto Bauch (CMFRB) conta também com máquinas de exploração florestal e equipamentos diversos para aplicar as práticas de manejo. O IFT possui hoje um portfólio de 11 cursos práticos em manejo florestal que podem ser executados no Centro de Manejo ou nas próprias áreas das empresas e comunidades.

O CMF Roberto Bauch é hoje um dos únicos centros de treinamento em manejo florestal em atividade e o único centro independente. É associado ao Cenaflor, Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal, ligado ao Serviço Florestal Brasileiro (SFB), tendo esta organização como um de seus parceiros estratégicos nas suas ações.

Missão

Promover a adoção de boas práticas de manejo florestal, contribuindo para a conservação dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população.

Visão

O desenvolvimento de um setor florestal justo, sustentável e inclusivo na Amazônia brasileira, amparado por uma indústria fortemente baseada na construção de capacidades técnicas e na legalidade, e reconhecedor das comunidades tradicionais como uma importante fonte de conhecimento e de suprimento de produtos oriundos da sociobiodiversidade.

A história

Johan Zweede, fundador do IFT no Centro de Manejo ministrando curso.

Fundação Floresta Tropical

Em 1992, com então 28 anos de experiência em manejo florestal na Amazônia e em países da América Latina, Johan Zweede foi convidado por Christopher Uhl do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) para assessorar tecnicamente a instituição na pesquisa comparativa da Exploração Convencional vs Exploração de Baixo Impacto, financiado pelo WWF. Como consultor e especialista em manejo florestal, Zweede ajudou os técnicos da instituição no aprimoramento, concepção, inovação operacional e implantação, na Amazônia, de um novo sistema de exploração de baixo impacto. Dentre suas contribuições ao projeto, foi dele a orientação técnica e iniciativa de captar junto a CAT internacional o apoio para usar durante a pesquisa Skidder para o arraste de toras, no lugar de tratores de esteiras com rabicho, comuns à exploração florestal no início da década de 90.

Em maio de 1994, Johan Zweede acompanhou Peterson, presidente da ONG americana Tropical Forest Foundation (TFF) e presidente da Caterpillar nos EUA, durante visita institucional à Paragominas, região sudeste do Pará. A Caterpillar foi a empresa que, a pedido de Zweede, deu apoio para emprestar máquinas ao projeto de pesquisa em manejo florestal do Imazon, na “Fazenda Sete”.  Com o término da pesquisa e apresentação dos resultados, e logo após a visita, foi discutido com Johan Zweede a possibilidade de se criar no Brasil uma entidade para replicar a experiência de Manejo Florestal com baixo impacto, que futuramente, depois de criação da FFT, viria a se denominar Exploração Florestal de Impacto Reduzido.

Em 15 de setembro de 1994, Johan Zweede foi autorizado pela TFF para criar uma entidade subsidiária no Brasil para promover modelos demonstrativos de gestão florestal. O trabalho foi iniciado imediatamente, incluindo atividades de campo, mas a FFT como uma entidade legal no Brasil foi criada apenas em janeiro de 1995.

Nos primeiros anos, a FFT se dedicou a estabelecer cinco modelos de gestão florestal na Amazônia. Em 1995, com o apoio da Cikel, na Fazenda Cauaxi, localizada no município de Paragominas, região leste do Pará, foi estabelecida como o primeiro e principal sítio operacional para a FFT, e o foco da organização tornou-se a formação em Manejo Florestal e Exploração de Impacto Reduzido para todos os níveis de público, tanto no Centro de Treinamento em Cauaxi (curso in situ), quanto cursos ex-situ na Amazônia brasileira e peruana.

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Instituto Floresta Tropical

A criação do IFT foi discutida em 1999 durante encontro entre diversas organizações públicas, privadas e do terceiro setor, além de importantes nomes do cenário florestal da época, em que Johan Zweede e as demais instituições convidadas vislumbravam ter uma organização com identidade nacional. Para os setores envolvidos, a FFT deveria ser essa organização, e para tanto bastaria passar de FFT para IFT, absorvendo da última a experiência, recursos humanos e equipamentos, o que ocorreu em outubro de 2001. Neste ano, a FFT começa a se preparar para ser uma ONG brasileira, após a proposta ter sido apresentada e aprovada pelo conselho diretor da TFF. A criação da entidade IFT teve início em agosto de 2002, e foi efetivada em setembro 2003 com fundos especiais do Serviço Florestal dos Estados Unidos (Escritório de Programas Internacionais).

De setembro 2003 até setembro 2008 as duas entidades trabalharam juntas, compartilhando infraestrutura e pessoal. Em 2006, o IFT foi reconhecido oficialmente pelo governo brasileiro como uma OSCIP, e o centro de manejo em Cauaxi passa a se chamar Centro de Treinamento Florestal Roberto Bauch (CMFRB), em homenagem a um dos incentivadores da criação do Centro, o Engenheiro Florestal Roberto Bauch. Roberto foi o responsável por apoiar ativamente a implantação de dois modelos no estado do Mato Grosso, com financiamento do Banco Mundial. O encerramento das atividades da FFT foi concluído com a doação oficial ao IFT, de toda a infraestrutura, pessoal, equipamentos e materiais que pertenciam a FFT.