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Programa de Capacitação e Treinamento do IFT fortalece manejo florestal comunitário na Amazônia

As atividades de treinamento e capacitação realizadas pelo Instituto Floresta Tropical (IFT) disseminam boas práticas de manejo florestal na Amazônia e fomentam o estabelecimento de cadeias de valor de produtos florestais. É por acreditar nessas premissas que comunidades buscam a instituição para realização de cursos teórico-práticos nas mais variadas atividades florestais. Em junho, a equipe técnica esteve na Comunidade Céu de Mapiá, localizada na Floresta Nacional do Purus, na região sul do Amazonas, para realização de dois cursos contratados pelo projeto de manejo florestal comunitário da comunidade. Participaram da atividade 19 profissionais envolvidos com as atividades operacionais, entre engenheiros e técnicos que assessoram os comunitários.

Os cursos Técnicas especiais de Corte de Árvores e Segurança em Manejo Florestal (TCS) e Técnicas de Planejamento de Operação de Arraste em Manejo Florestal (TOA) foram contratados pela comunidade para treiná-los, de acordo com as diretrizes, metodologias, planos de aula e carga horária, estabelecidos pelo Programa de Capacitação e Treinamento (PCT) do IFT.

Além do conteúdo dos cursos, o diferencial do programa são as recomendações técnicas para o aprimoramento do manejo florestal e da exploração de impacto reduzido em questões pontuais da atividade e das operações que estejam especificamente relacionadas aos cursos contratados. As orientações são abordadas durante a realização dos treinamentos, e também em relatório pós-curso. Para a comunidade Céu de Mapiá, o IFT levou um pacote de práticas em manejo florestal comunitário de baixa intensidade, construídas e aprimoradas em outro projeto semelhante que acontece na Resex Ituxi, também no estado do Amazonas, que contou e tem apoio técnico do IFT.

O TCS tem o objetivo de transmitir as melhores técnicas de segurança no trabalho, queda direcionada das árvores, maior aproveitamento das toras, melhor conhecimento e manutenção do equipamento e garantir a minimização dos impactos e danos durante a operação de corte das árvores.

O TOA busca instruir os operadores sobre a importância das boas práticas de operação, na perspectiva de diminuir custos, redução de danos e maior produtividade, além de manter os equipamentos em bom estado de uso e evitar acidentes durante a operação. Voltado para operadores, técnicos florestais e líderes de campo, o curso instrui sobre a importância do planejamento de arraste para a boa execução desta operação, evitando acidentes e conscientizando a equipe para a redução de danos e maior produtividade da atividade.

Técnico do IFT durante treinamento TCS.

Flona do Purus

De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Floresta Nacional do Purus é uma Unidade de Conservação (UC) que abrange 256.000 hectares de florestas altamente conservados. O manejo florestal sustentável constitui uma das atividades econômicas que mais coaduna com os objetivos da Unidade, uma vez que permite conciliar o desenvolvimento local e regional com a conservação dos recursos florestais da Unidade.

Os moradores da Vila Céu do Mapiá vivem no coração da Flona em meio a uma área de floresta preservada. A comunidade, diferentemente de outras localizada na Amazônia, busca com o manejo florestal abastecer o coletivo de habitantes da comunidade com matéria prima legal e produzida dentro dos melhores padrões técnicos, respeitando aspectos sociais, ambientais e econômicos. Um exemplo disso é o uso de grande parte da madeira na construção de obras de uso coletivo na comunidade, como Igreja, reforma de escolas, entre outras. Caso ocorre excedente de madeira, os produtos serão comercializados para suprir e retroalimentar as operações de manejo nas UPAs subsequentes. Dados de 2015 apontam que a Vila Céu do Mapiá conta com cerca de 800 habitantes. É a maior zona populacional do território.

Transporte de madeira em Manejo Florestal de Baixo Impacto.

Baixo impacto

O Sistema de Manejo Florestal de Baixo Impacto em Pequenas Propriedades, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é um sistema de manejo florestal não mecanizado realizado em áreas de produtores de pequena escala. Trata-se de um sistema de manejo para pequenas áreas de floresta com baixa utilização de tecnologia e insumos, capaz de avaliar a capacidade de suporte da floresta, planejar as atividades de exploração e monitorar as respostas da floresta. O sistema preconiza que a regeneração natural de espécies desejáveis pode ser promovida pela distribuição dos impactos ao longo do tempo, além de plantios de enriquecimento com espécies desejadas para colheita futura.

João Lima, técnico instrutor sênior do IFT, aponta algumas especificidades da exploração na localidade: “a madeira do projeto de manejo é semi-processada no pé do toco, e após esse beneficiamento inicial, arrastada, via transporte primário, por meio de um micro-trator por ramais e estradas abertos sem o auxílio de máquinas pesadas, ou seja, de forma manual. As atividades do curso são complementadas com orientações sobre a rastreabilida de da madeira, a qual inicia-se logo após o traçamento das árvores em toras menores. Nesse caso, montamos todo o processo de exploração e controle da produção junto com eles” comenta João.

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