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Polo Aramã, na Resex Mapuá, avança na construção do Plano de Manejo Florestal Sustentável

Em oficina de alinhamento de informações realizada no polo Aramã, na Reserva Extrativista (Resex) Mapuá, localizada no município de Breves, deu início à contagem regressiva para apresentação do Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). O documento apresenta ao órgão dados que comprovam a capacidade de realização do manejo florestal pelas comunidades que vivem às margens do rio Aramã.

A atividade contou com a moderação do Instituto Floresta Tropical (IFT) e a participação de lideranças da região, entre elas o presidente da Associação Agroextrativista Boa Esperança (AAEBA), Arnaldo Costa da Silva, o secretário de finanças da Associação dos Moradores da Resex Mapuá (Amorema), Benedito Charles, e o presidente da Cooperativa Agroextrativista do Mapuá e Aramã (Coama), Janari Brito.

Engenheiro apresenta informações sobre PMFS.

A oficina teve como objetivo o alinhamento dos arranjos do manejo florestal comunitário do polo Aramã para sistematização das informações acerca dos elementos técnicos necessários à construção do PMFS das comunidades, além de ter sido o momento de consolidação da lista de manejadores e do levantamento do potencial de uso das espécies de árvores encontradas na prospecção de campo realizada pelo IFT dentro da Unidade de Conservação.

César Pinheiro, técnico instrutor sênior do IFT, apresentou os dados da prospecção de campo que apontaram o potencial madeireiro da área indicada pelos comunitários, e forneceram subsídios para entender a dinâmica da exploração madeireira local, assim como tipologia do solo e hidrografia. “O manejo florestal na região do rio Aramã será de baixa intensidade, pois estamos falando de região de várzea, cujo transporte de toras será feito via igarapés e em seguida em rios maiores. Existe um bom potencial de espécies comercializáveis. Agora o momento é de tomar as decisões finais para escrever o plano”, contou.

Manejadores apontam espécies para uso múltiplo.

O público da oficina, composto por manejadores e moradores da área, está animado com o avanço do projeto que apoia o estabelecimento do manejo florestal. De acordo com Arnaldo, esse é o momento das definições finais que vão ditar os rumos do uso dos recursos sustentáveis da floresta já a partir do ano de 2019. “Lutamos muito para conseguir, agora é hora de dar as mãos e seguir em frente sem olhar para trás”, argumentou. Foi nessa perspectiva que a plenária da oficina revisou a lista de manejadores, excluindo aqueles que não participam e acrescentando novos interessados.

Manejadora anota informações durante oficina.

Compartilhamento

Para o engenheiro florestal Marcelo Galdino, consultor do IFT, a oficina foi o momento de ouvir os comunitários para entender como será o PMFS para o território. “No Aramã teremos dois grupos de manejadores explorando três áreas com Unidades de Trabalho descontinuas. Esse arranjo é um desafio, mas é importante destacar que são formas de atuar no manejo que eles mesmos já fazem. Então nosso trabalho é coletar as informações para escrever um plano que de fato possa ser operacionalizado. É aqui que mora a riqueza do trabalho do IFT”, comentou.

O polo aramã já está com a Autorização Prévia à Análise Técnica (APAT) que será apresentada ao conselho gestor da Resex junto com o Plano de Manejo em reunião que deve ocorre no primeiro trimestre de 2019. Em seguida, os documentos serão enviados ao ICMBio para análise. Enquanto isso, manejadores seguem participando das atividades do projeto Florestas Comunitárias, desenvolvido em parceria com o Fundo Amazônia. As ações que se intensificarão contemplam a conclusão do Plano de Negócios e o fortalecimento das organizações sociais.

Você sabe o que é Plano de Manejo Florestal Sustentável?

Acesse: www.florestal.gov.br

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