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Oficina apresenta ferramenta Green Value para lideranças comunitárias do Marajó

Oficina apresenta ferramenta Green Value para lideranças comunitárias do Marajó

O Grupo de Trabalho do Manejo Florestal Comunitário do Marajó (GT MFC do Marajó) realiza hoje, 03, e amanhã, 04, a oficina de capacitação “Green Value: uma ferramenta para análise financeira simplificada de iniciativas florestais” no auditório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Participam lideranças comunitárias da região do arquipélago do Marajó.

Desenvolvida pela Earth Innovation Institute (EII) e o Serviço Florestal dos Estados Unidos desenvolveram a Green Value é uma ferramenta que ajuda os gestores a monitorar e calcular os custos e a renda, negociar preços mais justos, melhorar a gestão financeira e a transparência e fortalecer a sustentabilidade de dos negócios. A Green Value (que significa Valor Verde em inglês) foi desenvolvida originalmente para empresas madeireiras comunitárias no Brasil, mas desde então tem sido usada com muito sucesso em toda a região amazônica e na Guatemala com iniciativas vendendo um variado de produtos e serviços, como a castanha-do-brasil, o artesanato, o turismo e os créditos de carbono.

Os objetivos da oficina são: a preparação de profissionais e pequenos produtores para o cálculo de custo benefício de iniciativas florestais, através de análises, durante a oficina de casos de empreendedorismos florestais reais e o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre profissionais que trabalham em diferentes iniciativas florestais.

Uma pesquisa de monitoramento recente realizada pela EII com os participantes das oficinas constatou que 46% dos entrevistados usaram a Green Value para analisar os custos e a renda de 41 produtos e serviços diversos.  Além disso, 35% dos entrevistados capacitaram um total de 150 pessoas para usar a Green Value.  Os impactos identificados como resultado do uso da Green Value incluem: melhor monitoramento dos custos e da renda; maior transparência; custos reduzidos; renda maior; melhor rentabilidade; melhor processo de tomada de decisões; menos conflitos; melhor viabilidade financeira.

Em funcionamento desde 2014, o GT atua na perspectiva de fomentar o desenvolvimento do manejo florestal realizado por populações tradicionais da região que vivem em Unidades de Conservação de Uso Sustentável (UCs).  Compõem o grupo o Instituto Floresta Tropical (IFT), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Empresa Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater-Pa), Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), e INCRA. O grupo conta, ainda, com o apoio da Prefeitura Municipal de Breves.

Para saber mais sobre a ferramenta, visite: https://www.green-value.org/inicio-port/

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