Curso de Identificação Botânica no IFT fortalece competências técnicas

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O Instituto Floresta Tropical (IFT) realizou entre os dias 29 de agosto e 02 de setembro o curso Identificação de Árvores na Exploração Florestal (TI). As atividades foram desenvolvidas no Centro de Manejo Florestal Roberto Bauch (CMFRB), em Paragominas. O curso foi realizado em parceria com o Serviço Florestal Americano (USFS) e compõe a agenda de ações que a instituição desenvolve no Grupo de Trabalho do Manejo Florestal Comunitário do Marajó (GT MFC do   Marajó).

O instrutor técnico sênior, César Pinheiro, explicou que o curso TI é direcionado à profissionais cuja identificação de espécies arbóreas no Manejo Florestal seja importante para o desenvolvimento de suas funções. “A identificação é a raiz do manejo florestal. É a partir da identificação correta das espécies que é possível tomar decisões coerentes”, disse.

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Como teoria, foram apresentadas noções de botânica; nome e classificação das plantas: sistemas de nomenclatura científica (nome científico) e vulgar (apelido); e a relação entre nomes vulgares e científicos; como se dá a identificação botânica: metodologias aplicadas (vantagens e desvantagens), para citar apenas algumas temáticas. Já na prática, os participantes puderam treinar técnicas de coleta de material botânico: uso de esporas e peconhas com equipamento de segurança; acondicionamento das amostras; identificação florestal: Morfotipagem; como definir quantas espécies tem de cada tipo; diferenciação das  espécies aparentadas e identificação científica utilizando o manual de identificação botânica “Guia da Reserva Ducke”.

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De acordo com Gracialda Costa Ferreira, engenheira florestal, Doutora em Botânica Tropical, a base das atividades de manejo florestal na região amazônica é o inventário ou censo florestal, onde as principais informações que embasarão todas as tomadas de decisão referente a administração da floresta serão obtidas. “Nesta etapa, a identificação das plantas que formam o povoamento florestal de uma área é a fase mais importante, visto que espécies raras, endêmicas, restritas entre outras coisas, devem ser registradas e catalogadas e, dessa forma a conservação das espécies e a sustentabilidade dos recursos naturais será garantida” explica.

Treinamento

Gracialda argumenta que em geral, as atividades do inventário são executadas sob a responsabilidade de um técnico ou engenheiro florestal, que precisa ser uma pessoa que conheça as espécies; que implica na compreensão das relações morfológicas, fisiológicas e filogenéticas das espécies, para assim proceder a seleção daquelas que serão exploradas e das que precisam ser deixadas na floresta. “No entanto, até o momento o que se tem registrado nas atividades de manejo florestal que estão sendo executados na região, é que todo o processo de inventario das espécies é realizado pelo ‘mateiro’ (pessoa que vive na floresta e que nomeia as espécies com base em conhecimento empírico) que relaciona às árvores uma grande variedade de nomes vernaculares que não evidenciam a real relação de parentesco entre estas”, comenta.

Para a engenheira, é de fundamental importância o papel do IFT no treinamento de pessoal que atua diretamente no manejo florestal, orientando esse grupo de pessoas a realizarem as atividades com responsabilidade ambiental e promovendo a sustentabilidade das florestas amazônicas.

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Participaram do curso técnicos e agentes do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pa) e as secretarias municipais de meio ambiente e Sustentabilidade dos municípios de Belém, Breves, Oeiras do Pará, Portel e Melgaço. O curso foi dividido em duas etapas. A segunda etapa, ainda sem data, envolverá produtores agroextrativistas.

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