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Cursos do IFT fortalecem competências técnicas na Resex Verde para Sempre

Cursos do IFT fortalecem competências técnicas na Resex Verde para Sempre

Seis comunidades da Reserva Extrativista (Resex) Verde para Sempre, localizada em Porto de Moz, no Pará, realizam desde dezembro o manejo florestal e exploração de impacto reduzido com o apoio do Instituto Floresta Tropical (IFT). Arimum, Por Ti Meu Deus, Paraíso, Ynumbi, Itapéua e Espírito Santo receberam equipe de técnicos do instituto que realizaram dois cursos: Técnicas de Planejamento e Operação de Arraste em Manejo Florestal e Técnicas de Planejamento e Construção de Infraestruturas em Manejo Florestal (Pátios, Estradas). Além das atividades de capacitação, os técnicos atuam como orientadores na execução das atividades em campo.

O curso de planejamento de arraste ensina técnicas que visam facilitar o arraste de toras na floresta e orientar os operadores durante o tráfego de máquinas pesadas. No planejamento do arraste, há a demarcação dos ramais de arraste por meio  de sinalização padronizada do caminho a ser percorrido pelo trator durante o arraste das toras do interior da floresta até ao pátio de estocagem.

Para as comunidades, o principal benefício que o curso pode proporcionar é o aumento da produtividade e a diminuição dos custos operacionais do arraste. Experimentos conduzidos pelo IFT demonstram que o planejamento pode baixar os custos relativos ao arraste e operações de pátio em até 37% em comparação a exploração não planejada. O planejamento também traz benefícios aos trabalhadores que poderão trabalhar em melhores condições de segurança e praticidade.

O curso de planejamento e construção de infraestruturas ensina a correta implementação de estradas, pátios e outras infraestruturas de exploração que podem minimizar os custos de extração de produtos florestais do empreendimento, assim como os danos ao meio ambiente. Neste curso, são abordadas as principais técnicas de planejamento e de  construção das infraestruturas permanentes, incluindo as estruturas de drenagem e a conservação/manutenção destas infraestruturas. Além disso, o curso aborda procedimentos de segurança no trabalho de seus métodos de implementação, além de explanações sobre o funcionamento e manutenção de máquinas pesadas.

O manejo florestal na Reserva foi possível graças à luta das comunidades e se estabeleceu como atividade produtiva com o apoio de instituições parceiras. Além da operacionalização técnica, o IFT apoia as seis comunidades na comercialização da madeira. O instituto integra um grupo de trabalho responsável por articular junto aos potenciais compradores os melhores preços e condições para as comunidades. O grupo já garantiu a venda da madeira de pelo menos quatro comunidades: Arimum, Itapéua, Por Ti Meu Deus e Paraíso.

Entressafra

A estratégia de apoio operacional desenvolvida pelo IFT no território da Verde para Sempre inclui, além da realização de cursos, a intervenção da equipe da instituição composta por engenheiros florestais, técnicos florestais e operadores que estão atuando em duas frentes: polo do rio Acaraí, que congrega as comunidades Paraíso, Arimum e Por Ti Meu Deus; e no polo Jaurucu, que congrega Itapéua, Espírito Santo e Ynumbí.

Em Arimum, até a primeira quinzena de março, haviam sido realizadas as atividades de corte e derruba de toda a madeira prevista no licenciamento da Unidade de Produção Anual (UPA). A madeira derrubada já teve 35% do volume arrastado para os pátios de estocagem da floresta. Nas demais comunidades foram construídas as infraestruturas de acesso e estradas e pátios da  UPA1.

Com o início do período da entressafra, que começa em abril, as atividades exploratórias estarão suspensas. O calendário florestal da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que estabelece o período de embargo das atividades, foi instituído por meio de Instrução Normativa. De acordo com o documento, durante o embargo são proibidas as atividades de exploração – construção de estradas, pátios, derruba e arraste – e de transporte de madeiras nas estradas secundárias no interior da UPA. Depois do período de embargo da safra, as atividades exploratórias serão retomadas nas demais comunidades com  atividades de transporte de madeiras em toras .

No período de embargo, que termina no final do mês de junho, o calendário florestal permite apenas as atividades de manejo que não estejam diretamente relacionadas com a exploração florestal ou de transporte de madeira. De acordo com a Semas, os períodos de embargo e de safra, para as doze sub-regiões do estado constituídas por municípios com comportamento similar de precipitação são definidos em tabela que em virtude de variações climáticas pode sofrer alterações.

Nesse período, o IFT vai potencializar as ações de fortalecimento das organizações sociais, da governança florestal e apoio a realização de inventário florestal das próximas UPAs. Entre as principais atividades estão as oficinas para estabelecimento da cooperativa de produtores agroextrativistas que habitam a comunidade Itapéua, no rio Jaurucu da Resex Verde para Sempre e a realização de inventário 100% referente a UPA 2.

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